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Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) Sistema Franklin ou SPR

Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)

Sistema de proteção contra descargas atmosféricas que tem como objetivo encaminhar a energia do raio, desde o ponto que ele atinge a edificação até o aterramento, o mais rápido e seguro possível. Regulamentado pela ABNT segundo a Norma NBR 5419/2001.

O pára-raios

Podemos definir o pára-raios como um conjunto de elementos compostos de

  • Sistema de captação aérea
  • Sistema de descida, que liga o captor ao aterramento
  • Sistema de aterramento, por onde a descarga se dissipará

Os captores têm a função de receber os raios.

Os cabos de descida conduzem as correntes dos raios recebidas pelos captores até o aterramento, reduzindo ao máximo as descargas laterais e os campos eletromagnéticos no interior da estrutura.

O aterramento tem a função de dispersar no solo a corrente recebida pelos cabos de descida. Deve ter capacidade térmica suficiente para suportar o aquecimento produzido pela passagem da corrente elétrica e resistir à corrosão provocada pelos agentes agressivos encontrados nos diferentes tipos de solo.

Área de proteção

Sabe-se que a área de proteção de um para-raio não é estática e previamente definida, dependendo de fatores dinâmicos, tais como:

  • Forma da estrutura a ser protegida
  • Massas metálicas e objetos metálicos na parte externa da edificação
  • Variações térmicas
  • Intensidade do campo elétrico da região a ser protegida etc

Métodos de proteção

Método Franklin

É baseado na proposta feita por Benjamim Franklin, tendo sofrido várias modernizações. Conforme a norma vigente, os pára-raios do tipo Franklin são instalados para proteger o volume de um cone, onde o captor fica no vértice e ângulo entre a geratriz e o centro do cone, variando de acordo com o nível de proteção e a altura da edificação (NBR5419/2001).

Método Gaiola de Faraday

Este método, o mais utilizado na Europa, é baseado na teoria de Faraday, segundo a qual, o campo no interior de uma gaiola é nulo, mesmo quando passa por seus condutores uma corrente de valor elevado. Para que o campo seja nulo é preciso que a corrente se distribua uniformemente por toda a superfície. O método consiste em instalar um sistema de captores formado por condutores horizontais interligados em forma de malha. Quanto menor for a distância entre os condutores da malha, melhor será a proteção obtida ( NBR 5419/2001).

O Corpo de Bombeiros exigirá a instalação de pára-raios em:
Edificação e estabelecimentos industriais ou comerciais com mais de 1500 m2 de área construída
Em toda ou qualquer edificação com mais de 30 metros de altura
Áreas destinadas a depósitos de explosivos e inflamáveis
Em outras edificações a critérios do Corpo de Bombeiros quando a periculosidade se justificar

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